Ciência e SEO - Compreendendo os Estudos da Área
Marketing Digital

Compreendendo os Estudos de SEO

Por Fábio Ricotta

A comunidade de SEO está iniciando os seus estudos mais profundos na tentativa de decifrar tudo o que rege os algoritmos dos mecanismos de busca. Para isto, a empresa SEO publicou na semana passada um estudo comparativo entre o Google e o Bing. O ponto alto começa quando uma pessoa contesta a qualidade do estudo. Veja neste artigo mais detalhes sobre este assunto.

Fábio Ricotta

Ciência e SEO - Compreendendo os Estudos da Área

Olá pessoal,

Como alguns de vocês sabem, na semana passada estive no SMX Advanced 2010 em Seattle, onde presenciei um painel que discutia a diferença entre os algoritmos do Google e do Bing. Para a minha felicidade, pude presenciar uma discussão de alto nível e com muita informação sobre o mercado.

Neste painel, o Rand Fishkin do SEOmoz apresentou o seu estudo de correlações sobre os algoritmos do Google e Bing, o qual também foi postado no blog do SEOmoz.

A Pesquisa

O objetivo da pesquisa foi analisar mais de 11 mil resultados de busca do Google e do Bing a fim de determinar como os diferentes algoritmos se comportam. Para isso, o time do SEOmoz fez uso de estatísticas para tirar algumas conclusões dos dados colhidos. Os principais pontos da pesquisa foram:

  1. O poder de linkagem (tanto externa quanto interna) possuem muito mais correlação com rankings do que elementos on-page ou propriedades relacionadas à domínio;
  2. A ocorrência exata possui uma forte influência;
  3. O Google e o Bing se comportam de modo muito similar – criar duas páginas, onde cada uma foca um search engine diferente pode ser perda de tempo;
  4. O Bing está se aproximando muito do comportamento do Google ao passar do tempo.

Existem diversos pontos mais específicos no decorrer do estudo, então convido vocês a lerem o artigo completo.

Contestação

Como sempre, no mercado, sempre que você produz algo, algumas pessoas contestam e outras admiram o trabalho, independente se concordam ou não. No caso deste estudo do SEOmoz, um artigo criado pelo Ted Dziuba contesta a qualidade da pesquisa alegando que no ramo científico, dados de correlação de .35 são considerados muito ruins e quase nunca publicados.

O artigo foi enviado para o Sphinn, onde mais comentários foram feitos à favor e contra o estudo.

Particularidades no Estudo do SEOmoz

Na minha visão, a contestação não é completamente válida por se tratar de um profissional (Ted Dziuba) não envolvido em SEO, o qual não considera as nossas condições. Para os que não se atentaram ao detalhe, o estudo do SEOmoz possui algumas particularidades: primeiro, ele é baseado nos dados colhidos através de palavras-chave fornecidas pelo Adwords, ou seja, palavras que já tem um bom foco de profissionais nos EUA.

Um outro ponto importante é que em análise de links externos, são utilizados os dados do índice da Linkscape, que é o índice desenvolvido pelo SEOmoz para analisar a Internet e como ela se relaciona. Pela página da Open Site Explorer e pelo último artigo do SEOmoz, sabemos que o índice possui cerca de 430 bilhões de links. Comparando com a última informação pública do Google, em 2008 eles possuíam cerca de 1 trilhão de links indexados. Baseado nestes dados podemos ver como os dados do SEOmoz refletem apenas uma porção de toda a Internet.

Em termos de correlação, em sua palestra no SMX Advanced, o Rand Fishkin afirmou que eles tem ciência de que os valores baixos de correlação são ruins, mas o ponto é que valores próximos de .35 são os melhores obtidos até hoje na área.

Aproveitando Pontos do Estudo

Apesar de suas particularidades, um profissional de SEO deve ter a capacidade de tirar proveito de qualquer informação que aparece no mercado, principalmente quando se trata de empresas que tem respaldo no mercado. Nesse estudo publicado, é muito importante observar as informações que tem baixa correlação (negativas no caso) e assim comparar com o que você já viu em seus experimentos.

No caso de partes do estudo com correlação positiva, aproximando-se de .35, o interessante é entender que são fatores com uma aproximação boa (no nosso mercado) e assim você pode testá-las antes de outras com menor correlação.

Entedeu aqui o ponto? O estudo é apenas um direcionador de esforços, possibilitando a você, profissional de SEO, entender o que testar primeiro e não olhar o estudo como algo que você deva fazer cegamente.

Aproveite sabiamente os estudos e dados que são publicados no nosso mercado, pois eles podem contribuir de uma forma ou de outra para todo o trabalho que você vem desempenhando para os seus clientes ou na sua empresa.

E vocês, o que acharam do estudo e da discussão? Fico no aguardo de mais pontos de vista.

Um abraço e até a próxima!

Créditos da Imagem: chop1n

LEIA MAIS

Guia de Atendimento por WhatsApp

Guia de Atendimento por WhatsApp

Descubra como sua empresa pode oferecer um atendimento excepcional aos clientes através do WhatsApp. Este guia completo irá transformar a experiência do seu cliente e impulsionar seu negócio.

RD Summit 2023: O Maior Evento de Marketing da América Latina

RD Summit 2023: O Maior Evento de Marketing da América Latina

RD Summit em São Paulo? Isso mesmo, o evento agora está de “casa” nova e aqui está tudo o que você precisa saber para participar.

5 Ferramentas de Email Marketing Que Mudarão Seu Trabalho

5 Ferramentas de Email Marketing Que Mudarão Seu Trabalho

O email marketing é uma estratégia poderosa para conectar-se com a sua audiência e potenciais clientes, mas que necessita de uma ferramenta versátil e fácil de gerenciamento. Separamos neste artigo uma lista das 5 melhores ferramentas de email marketing do mercado. CLIQUE e confira!

Comentários
  1. Avatar

    Olá Fábio, como discutimos ontem no twitter o papel do SEO é tentar entender por fora a compreensão dos algorítimos do Google uma vez que esses são patentes e não temos acesso. Precisamos de estudos e como em qualquer advinhação, cometemos erros e estamos propícios a isso.
    No meio dos erros, também aparecem acertos. E só acerta quem arrisca.
    Acho que o SEOMOZ tem suas falhas, como qualquer outra empresa, porém, inova e arrisca!

    Sabemos que falar de Information Retrieval é complicado e existe muita chutação por grande parte da comunidade SEO mundial inclusive seomoz. Porém, que outro mecanismo temos a não ser testes?

    Em um mercado de competição extremas nas SERP’s coisas banais que vemos aqui no Brasil não funcionam. Lá, o pessoal tem que descobrir coisas novas e acho que quanto chega nesse ponto profissionais precisam ter muito mais de Tecnologia nas veias do que Análise ou Marketing.

    Essa talvez seja a bronca dos profissionais de IR com o seomoz em si. Porém, apesa rdo SEOMOZ ter começado errando algumas coisas como Latent Semantic Indexing, Keywrod Desntiy ou até mesmo erros de conceitos que o próprio Aaron Wall já pisou na bola como Inverse Document Frequency entre outras cagadas históricas que SEO’s já cometeram com tecnologia, acho que estamos propícios a isso.

    Também não tiro a razão, se um profissional de SEO quer ter respaldo no que fala tem que entender de tecnologia, tem que saber que algorítimos são feitos de matemática e que isso conta sim na hora da relevância.

    E é importante conduzir testes com responsabilidade. Testes podem enganar.

    Por fim eu acredito que o SEOMOZ hoje é outra empresa formadapor profissionais de gabarito em Information Retrieval e não é a toa que temos ferramentas hoje como Open Site Explorer, Linkscape etc. Eles aprenderam com erros e cresceram. E concordo quando você diz que um estudo é uma amostra.
    Poderíamos comparar aqui com pesquisas de mercado.

    [‘]s Mauricio

    • Avatar

      é Maurício, concordo com seu ponto de vista

  2. Avatar

    Foi a 1ª vez que vi um estudo sobre TLD de forma mais intensa. Concordo c/ muita coisa que tem lá. Pelo que já tinha visto antes e já vi em algumas análises, algumas informações são diferentes. O “lance” do pior TLD ser o .edu foi o que mais espantou. Até onde sei, o .info sempre foi a pior opção.

    Um ponto que deve ter ser levado em consideração (isso não vi no estudo) é que o Google faz as geolocalizações. Exemplo: um TLD .com.br é melhor do que um .com para sites brasileiros, além disso dá p/ ver a evolução do buscadores na região, etc., etc.. O estudo falou sobre isso? Não lembro de ter visto…

  3. Avatar

    Fabio,

    tenho a mesma visão que você, todo estudo é valido e de alguma maneira vai ajudar o profissional de SEO, mesmo que seja um estudo limitado de certa maneira.

    No caso desse do SEOmoz acho super valido, li e recomendo, ja que se trata de um estudo da SEOmoz. Podem ter certeza que é valido e vai ajudar.

    Abs, @renatovitorseo

  4. Avatar

    Muito boa a análise.
    Um dúvida: Um link interno tem o mesmo valor que um link externo?

Os comentários estão fechados.

Já pensou em fazer parte do nosso time de mestres?